Diretor Geral do NHC concede entrevista ao Programa Band Cidade

O diretor geral do Natal Hospital Center, Luiz Roberto Fonseca, concedeu entrevista nesta segunda-feira (5), ao Programa Band Cidade, apresentado pela jornalista Anna Ruth, na tv Bandeirantes, às 18:50h. Na ocasião, o diretor do NHC falou sobre a nova fase vivenciada pelo hospital, destacou a importância da fusão dos grupos Delfin Saúde e Incor Natal e abordou os recentes investimentos da unidade que já começam a impactar na melhoria da assistência à saúde no RN.

Anna Ruth – Como fica a situação do Natal Hospital Center com a recente fusão dos Grupos Delfin Saúde e Incor Natal?

Luiz Roberto Fonseca – Estamos vivendo um novo momento e o Rio Grande do Norte precisava disso! Ao longo das últimas décadas, o RN prima por ter unidades de saúde de qualidade, como os hospitais do Coração, Promater, São Lucas, entre outros tradicionais. O NHC foi concebido há 18 anos para ser o maior hospital do Estado. Os seus fundadores pensaram neste hospital com essa proposta. Hoje, sua estrutura continua moderna e desafiadora, com uma capacidade que pode chegar a 450 leitos. Porém, por uma série de situações de mercado, o hospital acabou não tendo o resultado esperado. Em sua inauguração, Adib Jatene esteve aqui e disse que o NHC ficaria muito bem na Avenida Paulista e essa é uma realidade. A recente fusão é um desafio! Dr. Delfin, Presidente do Grupo Delfin, um profissional empreendedor e respeitado a nível nacional na área de diagnóstico por imagens, quando teve essa visão aqui no RN para investir no hospital precisava de uma parceria como esta que o Incor Natal propõe. O Incor é um grupo da terra, reconhecido pela expertise de sua equipe, pela qualidade técnica de doutores como Itamar, Ludmila, Álvaro Barros, Marcelo Cascudo, Ângelo, Madson e outros, que são profissionais de renome nacional, com uma marca forte de atuação. Essa junção, da expertise da Delfin Saúde, na área da imagem, com o que o Incor Natal, vai gerar aquilo que queremos ofertar à população do RN. Um hospital novo, com uma nova marca, novo nome, nova tecnologia e um novo jeito de atender. Temos a obrigação de seguir este histórico de grandes hospitais que Natal tem.

Anna Ruth – O Natal Hospital Center vai mudar o perfil?

Luiz Roberto Fonseca – O que pretendemos fazer é um incremento significativo. O hospital vai passar a ter, nos próximos 30 dias, cerca de 60 leitos de UTI. Será a unidade com a maior rede de terapia intensiva de todo o Estado. Hoje temos 30 leitos de UTI e iremos, praticamente, dobrar esse número de leitos numa fase em que os noticiários relatam carência deste serviço. Além disso, vamos construir duas novas salas de cirurgias. Porém, as mudanças mais importantes são, a retomada do perfil oncológico que o hospital sempre teve muito forte e a execução daquilo que é da expertise do Incor (assistência cardiológica). Vamos atuar em todas as áreas da cardiologia, desde a área estrutural do coração, com as cirurgias cardíacas, a hemodinâmica e exames vinculados a ela e a parte dos estudos elétricos-fisiológicos, de modo que o eixo de cuidados da parte cardiológica, que é a patologia que mais mata a partir dos 40 anos, tanto na população masculino quanto na feminina, será contemplada por uma equipe renomada nacionalmente. Para isso, investimos em um dos melhores equipamentos do Brasil, da marca Philips, que possibilita realizar uma ecocardiografia em 4D e será uma novidade para o mercado local, com uma infraestrutura tecnológica significativa. No entanto, o mais importante será o nosso diferencial na assistência. Queremos que a experiência do paciente que chega ao NHC seja diferente no ponto de vista da humanização, acolhimento, no tratamento diferente. Esse é o foco que queremos para o hospital.

Anna Ruth – Como se encontra os procedimentos relacionados à transplantes de medula óssea no hospital já que poucas unidades do Nordeste realizam este procedimento.

Luiz Roberto Fonseca – O transplante de medula óssea é algo relativamente novo no ponto de vista da idade que este procedimento é realizado, além de ser algo que poucos hospitais fazem. No Nordeste, por exemplo, nós somos uma das unidades referência, uma vez que João Pessoa não faz, Sergipe não faz e Recife começou há pouco tempo. Então, existe déficit de oferta de leitos e procedimentos desta natureza na região. O NHC já prestava este serviço e tem uma equipe muito competente, chefiada pelos doutores Rodolfo e James. Temos equipamentos que fazem toda a linha de cuidado do paciente, desde o preparo para o transplante e coleta da medula ao armazenamento e tratamento dessa medula e o transplante propriamente dito. Para isso, o setor possui todo um cuidado especial para evitar as contaminações fúngicas, bacterianas e virais que são oportunistas a condição deste paciente. Para isso, a equipe se preparou bastante com a melhor estrutura disponível para habilitar o hospital neste procedimento junto ao Ministério da Saúde. O MS veio ao hospital no fim do ano passado e confirmou que o NHC tem as condições de fazê-lo dentro dos padrões de segurança exigidos pela OMS.

Anna Ruth – Como se coloca nesta nova fase do hospital o serviço oncológico?

Luiz Roberto Fonseca – Um dos grandes desafios que me motivou quando fui convidado a assumir a direção do hospital, foi que tanto o Grupo Delfin quanto o Incor tem braços de atuação social de muita relevância junto ao SUS. E como fui gestor do SUS durante quase 14 anos, isso foi um dos motivadores. Para mim, trabalhar num grande hospital e ter a possibilidade de impactar a vida das pessoas pelo SUS faz uma enorme diferença. A oncologia possui um déficit e há um demanda, de modo que a população precisa ter esse tratamento e por este motivo nos dedicamos com muita atenção.

Emergência: Av. Rodrigues Alves, 781 | Tirol | Natal/RN
Atendimento Eletivo: Av. Afonso Pena, 754 | Tirol | Natal/RN

PRONTO
ATENDIMENTO

24H

(84)4009-1000