Chá verde no laboratório

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Quem bebe chá verde regularmente pensando apenas em queimar calorias e ficar com o corpo em forma pode nem suspeitar que outras propriedades da bebida podem até mesmo salvar vidas. E é justamente por aí que segue a pesquisa desenvolvida pelo professor especialista em Anatomia, Genética e Biologia Molecular, André Davim. Juntamente com sua equipe, ele busca avaliar se um dos compostos presentes no chá verde, o polifenol catequina, tem algum tipo de interferência anti-inflamatória em determinados órgãos. Exemplo, se a bebida tem o poder de desenvolver proteção ao organismo de uma infecção generalizada, a tão temida sepse.

Davim, que também integra a diretoria da Sociedade Brasileira de Anatomia, diz ter centrado foco no chá verde por ele ser amplamente usado por várias pessoas — sendo a segunda bebida mais consumida no mundo, segundo ele — e por possuir essa substância de propriedade moduladora da resposta inflamatória. “E como ele também é um termogênico, e a gente está no boom do culto ao corpo, do fitness, vamos aliar o útil ao agradável.”

A pesquisa

Tudo surgiu a partir de um trabalho de conclusão de um aluno bolsista da base de pesquisa de André Davim. Decidiram então investigar a funcionalidade do polifenol estudado contra o modelo mais agressivo de sepse — considerado hoje um verdadeiro problema de saúde pública, causa de várias mortes em hospitais públicos  e privados. “A gente viu que essa catequina presente no chá verde, na concentração mais baixa, que foi a que a gente trabalhou, de 5% de composto, foi capaz de causar um efeito de proteção vascular nos rins”, comenta André Davim.

De acordo com ele, a resposta, de uma forma geral, não mostrou um bom potencial anti-inflamatório, não mostrou diferenças estatisticamente significativas, na avaliação dos dados. Mas quando foi avaliada a morfologia, ou seja, como estavam órgãos bem vascularizados — pulmões; por serem alvo em potencial para uma lesão pós-sepse; e rins de pequenos ratos, cobaias de laboratório — percebeu-se que os rins responderam melhor à experiência, protegendo-se da sepse no pós-operatório em cobaias, simulado em laboratório.

A pesquisa foi enviada para o Simpósio Norte-Nordeste e Centro-Oeste de Anatomia e  Jornada Cearense de Morfologia, em maio último, sendo premiado em 3º lugar, na modalidade oral. “Possivelmente, os avaliadores perceberam o impacto disso para a sociedade e para o Sistema Único de Saúde, e a relevância de  uma pesquisa como essa para a área básica da saúde, no que diz respeito à sepse, que hoje é um problema de saúde pública e nossos dados hoje são todos subestimados”, analisa André Davim.

Fonte: tribunadonorte.com.br

 

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